Conversando Sobre um Grande Amor e a Luz
É possível viver um Grande Amor, desde que o coração esteja aberto para isso. Digo-lhe isso, porque muitos querem amar, mas de coração fechado e na base da autodefesa, por causa de emoções mal resolvidas.
Às vezes, as pessoas jogam toneladas de medo ou de ansiedade em seus melhores sentimentos, terminando por sepultar o amor que tanto queriam vivenciar antes.
Para amar, não basta só o amor; é preciso ter coragem também!
Sim, coragem de se abrir e deixar a luz eclodir em si mesmo, fazendo o próprio coração ser um sol. É um desperdício ver um Grande Amor sendo detonado por questões mal resolvidas, ou por posturas medíocres. Porque o amor possui um alto poder de transformação e de renovação do Ser. Quando ele chega, tudo muda. E o coração acontece…
O amor é semelhante à luz da aurora, que dilui a escuridão na linha do horizonte do Ser… E, se alguém é tocado por ele e, mesmo assim, ainda permite que as trevas rondem seu coração, é realmente uma pena.
Porque o sol é grande, mas se alguém fechar as cortinas do aposento, sua luz não penetrará ali. Da mesma forma, por analogia, se alguém cerrar as cortinas do ego na morada do próprio coração, o sol do amor
não penetrará ali.
Ah, que coisa estranha é essa… Alguém desejar viver um Grande Amor e, ao mesmo tempo, ter medo da abertura causada pelo mesmo. Mas as pessoas são assim mesmo.
E nem sempre é fácil quebrar as barreiras que elas projetam contra a eclosão da luz, nelas mesmas. E, talvez, seja por isso que a dor tanto visita o coração dos homens.
E aí, em lugar do amor, surgem os bloqueios do ego; em lugar da aurora, as trevas no horizonte de si mesmo; em lugar da consciência feliz, a sensação horrível do vazio interior; e, em lugar do equilíbrio e da
compreensão, fortes distorções psíquicas.
Isso porque, sem amor, tudo fica opaco. Sem o seu sol, só sobra a noite escura do Ser. Daí, eu lhe pergunto: “Você está realmente aberto para um Grande Amor e pronto para aguentar a luz da aurora despontando em
seus olhos?
Está pronto para abdicar de suas trevas interiores e mergulhar na luz?
Você tem coragem de entrar num sol e queimar suas tolices e posturas medíocres?
E mais: você tem noção de que um Grande Amor é um presente?”
A partir daí, de coração aberto, reveja os seus sentimentos e pondere mais em cima dos questionamentos pertinentes a eles. Se você errou antes, então conserte. Se agora compreende isso melhor, então se cure.
Porque o amor não é uma pessoa, é um estado de consciência! E o lugar do sol é dentro do seu coração. Então, que tal levantar as cortinas e, dessa vez, deixar a luz entrar completamente?
Porque, repito, não basta só amar, é preciso ter coragem. Sim, coragem de vencer a si mesmo e de reciclar-se, constantemente, para tornar-se luz, como deve ser…
Um Grande Amor não cabe num coração medíocre.
Por isso, não basta só amar, também é preciso crescer*.
P.S.:
Desejo que você cresça, para que um Grande Amor seja um presente em sua vida.
E que você tenha a coragem de desembrulhá-lo em seu coração.
E que o brilho da aurora esteja em seus olhos.
E que isso preencha você de vida.
E que você se sinta honrado.
E que seja muito feliz.
Com um sol no peito…
E estrelas nos olhos**.
Paz e Luz.
- Wagner Borges – apenas seu amigo, não seu guru.
Jundiaí, 02 de fevereiro de 2010.
Notas: * Esses escritos são uma resposta ao e-mail de um amigo, que está muito triste porque sua amada foi embora. Segundo ele, ambos se amavam muito, mas também brigavam bastante, às vezes por coisas pequenas. E ele
confessa, arrependido, que poderia ter agido de outra maneira, sem tanta arrogância; e que, agora, percebe o quanto a amava. No entanto, essas coisas acontecem e o importante é o aprendizado que se tira delas. Mais do que lamentar-se, é preciso discernimento e coragem de ver em que ponto errou, e melhorar a partir disso.
Auto-culpa não resolve nada, só leva a auto-estima para baixo. Então, é preciso crescer, mesmo quando as coisas não saem do jeito esperado. E isso não é fácil, para ninguém. O certo é que não basta só amar; é preciso construir. E estar presente, pois os melhores jardins, quando não são cuidados devidamente, podem se encher de pragas e de ervas daninhas. E o coração é o jardim do Ser. Para um Grande Amor florescer, não basta só amar; é preciso cuidar.
E o mais legal: o amor não é uma pessoa, é um estado de consciência.
E olhando o que escrevi para ele, fiquei pensando se esses escritos não seriam úteis para reflexões de outras pessoas passando pelo mesmo problema. Além do mais, o que eu poderia fazer por ele? Implorar a seu
favor junto à sua amada, para que ela volte? Ou chorar junto com ele e compactuar com sua baixa auto-estima?
Como não sou assim e sempre procuro tirar o melhor de todas as situações, escrevi tudo isso para ele. E como o resultado foi legal e ele ficou contente com a atenção e os toques dados aqui, estou disponibilizando os escritos em aberto (mantendo o nome do meu amigo em sigilo, naturalmente), para todos.
Sim, talvez outros estejam passando pelo mesmo problema.
Oxalá esses toques possam ser úteis para eles também, de alguma maneira. E o fato de ter escrito tudo isso não me isenta da necessidade de ponderar sobre as mesmas coisas e de melhorar o meu próprio coração.
O certo é que um Grande Amor é um presente e nem todos têm condições de reconhecê-lo. E, quando ele chega, tudo muda. E quem ama, sabe.
O amor é o amor; não se explica, só se sente…
** Enquanto eu passava a limpo esses escritos, rolava aqui no som o
belo CD. “Eternity” – do músico new age alemão Deuter – Importado –
U.S.A..
Obs.: A música “Love Songs from the Mountains” – 2a faixa do disco – é
muito linda e inspirada. Faz realmente pensar no eterno e na luz da
vida, que a tudo permeia, em todos os planos de manifestação. Faz
pensar num Grande Amor. Ou melhor, sentir…
http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&fil…
Adicionar comentário julho 19, 2010 Sah
Trecho do livro “O Caminho para o Amor”, de Deepak Chopra
REVIVENDO UMA HISTÓRIA DE AMOR
Todos nós precisamos acreditar que somos amados e capazes de ser amados. Começamos a viver confiando nesses dois conceitos, banhados pelo amor de uma mãe e envoltos em nossa própria inocência. O amor nunca foi questionado, mas com o tempo nossa certeza vai sendo obscurecida. Quando você olha para si mesmo, hoje, ainda pode fazer as duas afirmações que todo bebê faria se pudesse falar?
‘Sou completamente amado.’
‘Sou completamente digno de ser amado.’
Poucas pessoas o podem, pois ao se contemplar honestamente, você vê falhas que o tornam menos digno de ser amado na plenitude e menos amado de modo perfeito. De certa forma, isso pode parecer correto para você, já que o amor perfeito supostamente não é deste mundo. No entanto, em sentido mais profundo, o que chama de falhas são realmente apenas as cicatrizes das mágoas e feridas acumuladas durante toda uma vida. Ao se olhar no espelho, você imagina estar se vendo de maneira realista, mas espelho não revela a verdade que persiste apesar de todas as mágoas:
Você foi criado para ser completamente amado e completamente digno de amor por toda sua vida.
De certo modo, é incrível não perceber isso, porque por baixo de tudo que você pensa e sente, a inocência ainda está intacta. O tempo não pode macular sua essência, sua parcela de espírito. Contudo, se você perder
de vista essa essência, vai confundir a si mesmo com suas experiências – pois não há dúvida de que a experiência pode fazer muito para obliterar o amor. Num mundo muitas vezes hostil e brutal, manter a inocência
parece impossível. Portanto, você acaba experimentando apenas uma determinada dose de amor e sente apenas um certo direito de ser amado.
Isso pode mudar.
Embora você perceba a si mesmo em termos limitados, como uma mente e um corpo confinados no tempo e no espaço, há um tesouro de ensinamentos espirituais que diz o contrário. Em espírito, você é ilimitado pelo
tempo e espaço, intocado pela experiência: em espírito, você é puro amor.
O motivo por que você não se sente completamente amado e digno de amor é não se identificar com sua natureza espiritual. Seu senso de amor perdeu a única coisa que não pode ser deixada de lado: sua dimensão mais elevada. Como restaurar essa parte perdida de si mesmo?
Mente, corpo e espírito se uniram – essa união cria o amor que você tem para dar.
Você e seu amado (a) se uniram – isso cria o amor que você precisa compartilhar .
Em sua natureza mais profunda, cada pessoa foi feita para ser o herói ou heroína de uma história de amor. A história começa na inocência, como nascimento de um bebê nos braços amorosos da mãe. Prossegue através
de estágios de crescimento, à medida que a criança salta para nosso mundo. A experiência vai crescendo cada vez mais, e o círculo de amor se amplia, incluindo primeiro a família e amigos, depois parceiros íntimos, mas também assimilando o amor por coisas abstratas, como o aprendizado e a verdade.
A jornada de amadurecimento nos leva ao amor da doação e ao florescimento de valores mais elevados, tais como a compaixão, o perdão e o altruísmo. Finalmente, existe a experiência direta do próprio espírito, que é o puro amor. A jornada chega ao clímax no mesmo estágio inicial de conhecimento do bebê, muito embora não pudesse articular esse conhecimento: eu sou amor.
Você sabe que experimentou plenamente o amor quando se transforma em amor – essa é a meta espiritual da vida.
São poucas as pessoas que encontram a meta espiritual da vida. A dolorosa carência criada pela falta de amor só pode ser preenchida aprendendo-se novamente a amar e a ser amado. Todos nós precisamos descobrir por conta própria que o amor é uma força tão real quanto a gravidade, e que ser mantido no amor todo dia, toda hora e todo minuto não é uma fantasia – esse deveria ser nosso estado natural.
Este livro é sobre como reviver histórias de amor que nunca deveriam Ter-se apagado. A união da personalidade e do espírito não só é possível como inevitável. O significado espiritual do amor é mais bem medido
pelo que pode fazer – que é muito.
- O amor pode curar.
- O amor pode renovar.
- O amor pode nos tornar seguros.
- O amor pode nos inspirar com seu poder.
- O amor pode nos aproximar de Deus.
Tudo que o amor deve fazer é possível. Saber disso, contudo, só se tornou o hiato entre o amor e o não-amor mais doloroso. Um número incontável de pessoas experimentou o amor – como prazer, sexo,
segurança. Como Ter alguém que satisfaça suas necessidades diárias – sem ver que um caminho especial se abriu para elas.
Socialmente, o ciclo ‘normal’ do amor se reduz simplesmente a encontrar um parceiro ou parceira adequado (a) casar e criar uma família. Mas esse padrão social não é um caminho, porque a experiência do casamento e de criar uma família não é automaticamente espiritual. É triste verificar que muitas pessoas entram em relacionamentos para toda vida em que o amor se vai com o tempo ou fornece um companheirismo duradouro, sem crescer na dimensão espiritual. Um caminho espiritual só possui um motivo de existência: mostrar o modo como a alma pode crescer. À medida que a alma cresce, é revelada mais verdade espiritual e é redimida mais da sua própria promessa.
Quando você encontra seu caminho, também encontra sua história de amor. As pessoas, hoje, são consumidas por dúvidas sobre seus relacionamentos: encontrei o parceiro certo? Estou sendo fiel a mim mesmo? Entreguei a melhor parte de mim? Por isso, existe um tipo de usuário intranqüilo procurando parceiros, como se o parceiro ‘certo’ pudesse ser encontrado avaliando-se seus prós e contras até que o número de prós e contras até que o número de prós corresponda a algum padrão mítico. O caminho para o amor, contudo, nunca está relacionado com fatores externos. Por melhor ou pior que você se sinta quanto ao relacionamento, a pessoa com que você está neste momento é a pessoa ‘certa’, porque ele ou ela é um espelho de quem você é por dentro.
Nossa cultura não nos ensinou isso (assim como deixou de nos ensinar muito sobre as realidades espirituais). Quando você luta com seu parceiro (a), está lutado consigo mesmo(a). Cada defeito que vê nele ou nela toca uma fraqueza negada em você mesmo (a).
Cada conflito em que você se envolve é uma desculpa para não encarar um conflito interior. O caminho para o amor, portanto, elimina um erro monumental que milhões de pessoas cometem – o engano de
acreditar que alguém ‘lá fora’ vai dar (ou tomar) algo que já não seja seu. Quando você verdadeiramente encontra o amor, encontra a si mesmo.
Portanto, o caminho para o amor não é uma escolha, pois todos nós precisamos descobrir quem somos. Este é nosso destino espiritual. O caminho pode ser adiado; você perder a fé nele ou até mesmo perder a
esperança na existência do amor. Nada disso é permanente; só o caminho. A dúvida reflete o ego, que está preso no tempo e no espaço; o amor reflete Deus, a eterna essência divina. A suprema promessa do caminho
para o amor está em você caminhar na luz de uma verdade que se estende para além de qualquer verdade conhecida atualmente por sua mente.
Estruturei os capítulos seguintes de modo a conduzir o leitor novamente pelo caminho para o amor, desde os primeiros alvoroços do romance até os estágios finais do êxtase. Apaixonar-se é uma ocorrência acidental para muitas pessoas, mas não é casual em termos espirituais – é o ponto de entrada para a jornada eterna do amor. O romance possui várias fases distintas que podemos explorar – atração, enamoramento, corte e
intimidade – cada uma delas participando de um significado espiritual especial.
Na aurora do estágio seguinte, o romance transfigura-se num relacionamento de compromisso, geralmente o casamento, e o caminho se transforma. Passado o enamoramento [no original ' falling in love' -
literalmente 'cair no amor'], o estar bem amando [being in love] começa.
Espiritualmente, a palavra ‘being’ [ser, estar] implica um estado da alma; é nesse estado em que um casal aprende a nutrir-se através da entrega, a palavra chave em todo relacionamento espiritual. Pela entrega, as necessidades do ego, que podem ser extremamente egoístas e sem amor, são transformadas na verdadeira necessidade do espírito, que é sempre a mesma – a necessidade de crescer.
À medida que se cresce, trocam-se sentimentos superficiais e falsos por emoções profundas e verdadeiras: assim, compaixão, confiança, devoção e serviço tornam-se realidades. Esse casamento é sagrado; nunca pode falhar, porque baseia-se na essência divina. Esse casamento é sagrado; nunca pode falhar, porque baseia-se na essência divina. Esse casamento também é inocente, porque seu único motivo é amar e servir a outra pessoa.
A entrega é uma porta que precisa ser atravessada para que a paixão seja encontrada. Sem a entrega, a paixão fica centrada no desejo de prazer e estímulo da pessoa. Com a entrega, a paixão é direcionada para a própria vida – em termos espirituais, a paixão é o mesmo que se permite ser levado pelo ria da vida, que é eterno e inesgotável em seu fluxo.
O fruto final da entrega é o êxtase; quando você se livra de todos os seus apegos egoístas, quando acredita que o amor é realmente o núcleo de sua natureza, sente uma paz completa. Nessa paz existe uma semente de doçura percebida no âmago do coração e, a partir dessa semente, com paciência e devoção, você nutre o supremo estado de alegria, conhecido como êxtase.
Este, então, é o caminho para o amor desenvolvido nas páginas a seguir, embora não seja o único. Algumas pessoas não se apaixonam mas entram em relacionamentos com um ente querido. Porém, isto não significa que não exista um caminho para elas, só que o caminho foi internalizado. Para essas pessoas, o ser amado está inteiramente dentro delas desde o início. Ele é sua alma ou a imagem que elas fazem de Deus; é uma visão
ou uma vocação; é uma solidão que floresce no amor pelo Uno. A seu próprio modo, uma história de amor dessas também é sobre relacionamento,porque as descobertas finais são as mesmas para todos nós. Descobrir
que ‘eu sou amor’ não é algo reservado apenas para aqueles que se casam; é uma descoberta universal, valorizada em todas as tradições espirituais. Ou, para colocar a questão de maneira mais simples, todos
os relacionamentos são em última instância um relacionamento com Deus.
Eu queria que esta fosse uma obra prática, assim como, espero, uma obra inspiradora. Cada capítulo inclui exercícios (intitulados de ‘Prática Amorosa’) que lhe permitirão firmar-se nos conceitos discutidos no texto. Depois, segue-se uma história de amor (intitulada de ‘Em Nossas Vidas’) para tornar o texto mais personalizado. Estou envolvido em todasessas histórias, geralmente como ouvinte compassivo de amigos e pacientes. Às vezes, vou além desse papel para funcionar como consultor ou conselheiro, mas não assumo o papel de terapeuta profissional. Quero apenas abrir o caminho para a compreensão, agindo como seu parteiro;
depende de cada pessoa chegar a dar à luz.
Mas antes de embarcar nas histórias de amor neste livros, deixe-me contar um pouco de minha história. O espírito está sempre deixando pistas sobre sua existência, muito embora possamos não estar atentos
para elas, e lembro-me das primeiras pistas que recebi de minha avó cósmica. Ela era minha avó materna, casada com um velho sargento do exército indiano que soprara seu clarim do telhado na manhã em que eu
nasci. À primeira vista, aquela mulher pequenina não parecia cósmica. Sua idéia de contentamento era bater a massa de farinha num pão perfeitamente circular para meu desjejum, ou ir antes da aurora até um
templo escuro onde os mil nomes de Vishnu eram entoados. Mas certo dia, enquanto estava sentado junto ao forno de carvão, esperando por meu paratha de desjejum com recheio de batatas e temperos, ela me passou um pouco de sabedoria cósmica.
Tínhamos um vizinho, na rua do acantonamento de Poona, sr. Dalal, de quem ninguém gostava. Ele era curvado e grisalho, muito magro, e cumprimentava todos com uma expressão azeda e dolorosa. Curiosamente,
ele tinha uma esposa pequena e vivaz – seu oposto exato – que o adorava. Estavam sempre juntos e, se eu passasse por eles no caminho para a escola, a sra. Dalal acenava para mim por trás de seu sari azul, sempre
mantendo um olhar amoroso no marido, Que batia na calçada com a bengala.
‘Eles são como Rama e Sita’, dizia minha avó com admiração quando eles passavam. Eu duvidava muito disso, já que Rama e Sita eram encarnações divinas do homem e da mulher, e os amantes mais perfeitos na mitologia
hindu. Quando Rama disparava seu arco causava relâmpagos e trovões, enquanto Sita era a própria beleza. Aos 11 anos e obcecado com o críquete, eu tinha pouco tempo para Rama e Sita ou para os Dalals, até
que uma sombra passou sobre nosso lar. O sr. Dalal estava morrendo a apenas algumas portas de nossa casa.
Minha avó fez uma visita ao bangalô deles e voltou sombria e pálida. ‘Só mais algumas horas’, ela contou à minha mãe. Garotos pequenos podem ser insensíveis quanto à morte, e eu me ressentia do sr. Dalal pela vez em
que tinha me cutucado com a bengala e ordenado que eu pegasse um pacote que ele deixara cair na calçada. Anos depois, quando entrei para a escola de medicina, compreendi que o sr. Dalal sofria de angina, e seu
coração fraco não permitia nem mesmo que ele se curvasse. Uma intensa dor no peito explicava sua expressão de sofrimento, e agora ela o levara até à beira da morte.
Naturlamente, a agonia do sr. Dalal era o assunto da vizinhança. Naquele dia, minha avó nos informou que a sra. Dalal decidira morrer no lugar do marido. Ela rezava fervorosamente por esse desejo. Nossa família
ficou aturdida, exceto meu pai, que era cardiologista. Ele ficou em silêncio, só nos garantindo não haver esperanças de o sr. Dalal recuperar-se do infarto. Uma semana depois, sua previsão foi desmentida quando um sr. Dalal extremamente frágil e sua esposa apareceram novamente na rua. A sra. Dalal, cheia de vida, acenava por trás de seu sari azul, parecendo alegre como sempre, apesar de um pouco mudada.
Minha avó esperou, e passaram-se alguns meses até que a sra. Dalal adoeceu. Um pequeno resfriado transformou-se em pneumonia: naqueles dias, a penicilina não era tão imediatamente disponível nem as pessoas
comuns nela acreditavam – e ela morreu, subitamente, no meio da noite.
‘Como Rama e Sita’, murmurou minha avó, com uma expressão no rosto que poderia ser confundida com triunfo. Ela descreveu a última cena entre marido e esposa, quando o sr. Dalal pegou suas contas de orações e as
colocou com ternura ao redor do pescoço da esposa enquanto ela fazia a passagem. ‘Esta é uma verdadeira história de amor’, declarou ela. ‘Só o amor pode realizar tamanho milagre.’
‘Não’, protestei, de pé, impaciente, junto do fogão. ‘A sra. Dalal está morta. A senhora chama isso de amor, mas agora nenhum dos dois tem nada’. Meu pai já havia me dito, em sua voz clínica e comedida, que a
sobrevivência do sr. Dalal fora um adiamento, e não um milagre. Provavelmente morreria em menos de um ano.
‘Você não está entendendo’, minha avó me censurou. ‘Quem você acha que concedeu à sra. Dalal seu desejo? Quando ela amava o marido, estava amando a Deus, e agora ela está com ele. Toda verdadeira história de
amor é uma história de amor com Deus.’
Uma velha com uma mente cósmica é um bom início para falar sobre o amor. Porque essa história não é sobre a sra. Dalal. Um ocidental poderia duvidar de que ela houvesse conseguido qualquer coisa de valor ao morrer
pelo marido, caso houvesse acontecido realmente isso. O ponto importante da história está nas crenças mais profundas de minha avó:
Um homem e uma mulher podem refletir o amor divino em seu amor um pelo outro.
Amar o seu amado é o modo como você ama a Deus.
O amor humano sobrevive à morte.
Se você também puder acreditar nisso, seu amor poderá conter força e significado profundos. Na verdade, eu não deveria privar a morte da sra. Dalal de seu próprio significado. Os vizinhos sussurraram que ela
murmurava ‘Rama’ quando morreu. Qualquer pessoa que pode dizer o nome de Deus nesse momento pode muito bem estar fazendo a corte a seu amado. Olhando para trás, agora percebo que, para ela, a própria morte foi uma cura. Quantas pessoas modernas no Ocidente podem dizer o mesmo?
Fonte: Marie Claire
Adicionar comentário julho 19, 2010 Sah
Definições de Amor
A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação.
Estilos de Amor
Susan Hendrick e Clyde Hendrick desenvolveram uma Escala de Atitudes Amorosas baseados na teoria de Alan John Lee, teoria chamada Estilos de amor. Lee identificou seis tipos básicos em sua teoria. Nestes tipos as pessoas usam em suas relações interpessoais:
- Eros (amor) – um amor apaixonado fundamentado e baseado na aparência física
- Psiquê – um amor “espiritual”, baseado na mente e nos sentimentos eternos
- Ludus – o amor que é jogado como um jogo; amor brincalhão
- Storge – um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base em similaridade
- Pragma – pragmática amor, amor que visualiza apenas o momento e a necessidade temporária, do agora.
- Mania – amor altamente emocional; instável; o estereótipo de amor romântico
- Ágape – amor altruísta; espiritual
Hendrick e Hendrick encontraram em sua pesquisa os seguintes dados. Os homens tendem a ser mais lúdicos e maníacos, enquanto as mulheres tendem a ser estéricas e pragmáticas. Relacionamentos baseados em amor de estilos semelhantes tendem a durar mais tempo. Em 2007, pesquisadores da Universidade de Pavia liderados pelo Dr. Enzo Emanuele forneceram provas da existência de uma base genética para variações individuais em verificada na Teoria dos Estilos amorosos de Lee. OEros relaciona-se com a dopamina no sistema nervoso; e Mania à serotonina no sistema nervoso.
Amor – Wikipédia, a enciclopédia livre
Adicionar comentário julho 16, 2010 Sah
Love of my Life
Sabe aquela música que só de ouvir já te deixa nas nuvens? Te faz sonhar, ficar todo bobo, toda romântica? Bem, são tantas as músicas românticas! Nacionais, internacionais…. Hoje, vou indicar uma que me faz viajar… Destaque para a incrível guitarra de Santana!
Love of My Life
Dave Matthews & Santana
Where you are that’s where I wanna be
And through your eyes, all
the things I wanna see
And the night,
you are my dream
You’re everything to me
You’re the love of my life
And the breath in my prayers
Take my hand, lead me there
What I need is you here
I can’t forget when we are one
From your lips
the Heavens pour out
I can’t forget when we are one
With you alone, I am free
Everyday, every night, you alone
You’re the love of my life
Everyday, every night, you alone
You’re the love of my life
We go dancing in the moonlight
With the starlight in your eyes
We go dancing till the sunrise
You and me we’re gonna dance,
Dance, dance
Quer ouvir? Ouça e veja aqui no youtube.
E você, indica qual trilha sonora hoje?
Adicionar comentário maio 16, 2008 Sah
Definições de Amor
Por crianças de 4 a 8 anos
Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere seus sentimentos.
MATHEW, 6 ANOS
Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô, desde então, pinta as unhas para ela. Mesmo quando ele tem artrite.
REBECCA, 8 ANOS
Amor é quando uma menina coloca perfume e o menino coloca loção pós-barba, e eles saem juntos e se cheiram.
KARL, 5 ANOS
Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras.
LAUREN, 4 ANOS
Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo conhecendo há muito tempo.
TOMMY, 6 ANOS
Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente.
BILLY, 4 ANOS
Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela.
CHRISSY, 6 ANOS
Amor é o que está com a gente no Natal, quando você pára de abrir os presentes e o escuta.
BOBBY, 5 ANOS
Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta.
NIKKA 6 ANOS.
Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso, aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda.
SAMANTHA, 7 ANOS
Há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de Deus, mas o amor de Deus junta os dois.
JENNY, 4 ANOS
Amor é quando a mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford.
CHRIS, 8 ANOS
Durante a minha apresentação de piano, eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo.
CINDY, 8 ANOS
Amor é quando você fala para um garoto que linda camisa ele está vestindo e ele a veste todo dia.
NOELLE, 7 ANOS
Não deveríamos dizer eu te amo a não ser quando realmente o sintamos. E se sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem de dizê-lo.
JESSICA, 8 ANOS
Amor é se abraçar, amor é se beijar, amor é dizer não.
PATTY, 8 ANOS
Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro.
MARY ANN, 4 ANOS
Quando você ama alguém, seus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você.
KAREN, 7 ANOS
Deus poderia ter dito palavras mágicas para que os pregos caíssem do crucifixo, mas ele não disse isso. Isso é amor.
MAX, 5 ANOS
Adicionar comentário maio 16, 2008 Sah
